segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Tudo passa, é só uma questão de tempo!

Tantas e tantas vezes me vi obrigada a dizer Adeus. Dizem que o hábito faz o monge, mas não me sinto suficientemente habituada para conseguir afirmar que agora já não custa. Parece que custa sempre... E por mais que seja a crónica de um Adeus anunciado à partida, toda e qualquer preparação psicológica se torna infrutífera, vã, estéril, quando chega A Hora.
Dói ter que afirmar com toda a determinação do mundo que é uma despedida consentida (e até impelida), quando na verdade a minha mão quer não larga a tua, quando os meus olhos ardem com a ansiedade de (não) te querer ver contornar aquela esquina, que será a confirmação de que não vais voltar... de que não te vou deixar voltar!
Dói ter que calar o grito que explode no meu peito, para que ninguém o ouça! .. E para que principalmente tu não o ouças. O grito que à primeira fresta, escaparia à velocidade da luz e te envolveria com a violência de um Adamastor, num turbilhão irracional de sentimentos que jamais se ousariam a obrigar-te a partir, ainda que isso fosse tudo o que merecesses.

Queria poder gritar a pulmões abertos que és apenas Nada, e acreditar eu própria nisso. Queria acreditar nisso, ainda mais do que quero que tu acredites. Mas não posso (e para ser sincera, nem quero) negar todos os momentos que nos proporcionamos, ainda que possam não ter passado de uma doce ilusão. Não posso negar a saudade que sei que virá, nem o vazio da tua ausência...
Refugio-me nas palavras escritas, quando não me permito a sussurra-las ao teu ouvido, quando não me permito a demonstrar-te o quanto elas significam.

Resta-me espremer todo o Bom que possa existir no Mal feito, e usá-lo da melhor forma. Apenas te posso oferecer o calor do meu abraço, sempre que dele precisares. E para mim... para mim fica aqui, também escrito mas nunca demonstrado, o beijo da despedida, para finalizar as palavras que nunca irás ouvir de mim.

3 comentários:

Miguel Costa disse...

Devias era mudar para letras é o que é!

Sara disse...

:| Mas tas a falar de quem?!... Por acaso... eu agora começo a sentir me velha, tive uma enorme dificuldade em ler este texto... secalhar é melhor ir ver dos olhos...

Nuno, apenas Nuno. disse...

Custa sempre... Mesmo :)