quarta-feira, 27 de maio de 2009

Incerteza

'No início do século XX, o Marquês de Laplace, cientista francês, argumento que o universo era completamente determinista. Ou seja, se tudo é governado por um conjunto de leis científicas que nos permitem predizer tudo o que aconteceria no Universo, bastar-nos-ía saber o seu estado completo num determinado momento para saber o futuro.
Connosco aplicar-se-á o mesmo? Basta compreendermo-nos todos totalmente num preciso instante para resolvermos todo o futuro? Sim? Não? Laplace acreditava que sim porque aplicou a sua teoria ao comportamento humano.
Laplace estava errado. Por mais que nos conhecamos agora, nunca vamos poder extrapolar isso para o futuro.
As relações são como a teoria quântica: Quanta maior for a precisão desejada deum cálculo, maior é a incerteza de um resultado. INCERTEZA é aqui a palavra chave e conclusão da teoria que o alemão Werner Heisenberg, no início do século XX formulou com base nos conhecimentos quânticos de Max Planck.
Quanto mais tentarmos predizer o resultado baseando-nos nas escolhas que temos, mais vamos falhar, porque cada observação produz um certo número de resultados possíveis diferentes, ou assim concluiram Erwin Schrodinger e Paul Dirac nos anos 20.
Einstein não gostou, apesar de ter contribuído de forma muito importante para o desenvolvimento da chmada mecânica quântica (valeu-lhe um Nobel). "Deus não joga aos dados" foi a afirmação que resumiu o seu cepticismo quanto às bases probabilísticas da teoria dos quanta.
Afinal, parece que todos jogamos aos dados desde os anos 20 e ainda nem nos apercebemos disso. Se os electrões podem estar em dois locais diferentes ao mesmo tempo, não admira que nós também possamos.'

Miguel Costa (inspirado em Breve História do Tempo, Hawking)

segunda-feira, 18 de maio de 2009

it never stopped... I just stop showing it



... porque há palavras, sons e imagens que nos prendem em determinadas alturas. E muitas vezes, são um espelho de algumas situações.





Cravaste-te em mim com unhas e dentes, resta-me tentar esconder-te do mundo. Reservo-me ao direito de te 'libertar' aqui, para conseguir viver como se não passasses de apenas mais um, como se nunca me tivesses cativado, como se jamais me tivesses feito feliz e me tornado, de alguma forma, completa.

domingo, 17 de maio de 2009

Para quê mentir (...)

"Guardar cá dentro amor
Não nos faz nada bem
Quando cá fora o ódio quer entrar
Fui morar pra paixão
Pois eu sei
Que não há melhor lugar
Para sempre eu vou esperar por ti"





...bastou uma noite para ele se querer mostrar...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

One more dream.

Não sei se é só comigo, mas uma coisa que me acontece com alguma frequencia em semanas como esta, em que a sobriedade é um mito, é que na altura de dormir sonho muito. Sonhos que parecem estupidamente reais. E, por outro lado, quando acordada fico com dificuldade em saber se estou só com uma grande bebedeira em cima e está tudo realmente a acontecer, ou se vou acordar a qualquer momento e ver que tenho de me despachar para mais um jantar.
Mais uma vez, a realidade e a utopia sao separadas por uma fina linha que por vezes nao consigo distinguir.

E eis que me apareces tu. Entras de rompante no meu sonho. Estremeces o meu ser por dentro e por fora, fugido daquela caixa guardada no sitio mais escondido, que havia jurado nunca mais abrir, mas que secretamente abria para aniquilar saudades (ou para as alimentar :x ). E desapareceste!
Os poucos minutos deste 'confronto' foram os suficientes para trazer à superfície meses e meses de vivências, de encontros, de sensações que tinham sido trancadas a sete chaves.
A pele arrepiada, as pernas que insistiam em não parar de tremer, os olhos que ardiam, a saudade... a confusão.

Era o meu sonho, e por isso decidi que te ia voltar a ver. Entre as trocas de elogios e os batimentos fortes dentro do peito, o teu toque era o mesmo. Ainda eras tu, tinha a certeza!!! O perfume que tantas e tantas vezes se alojou na minha pele... era capaz de o distinguir em qualquer lado, de olhos fechados sem precisar de te ver. As conversas pela noite dentro, as borboletas na barriga, aquela vontade de parar o relógio por tempo indefinido.....

Acordei! Desapareceste outra vez, e o 'até quando?' é uma incógnita. As marcas da tua presença ficaram.
Cada um continua no seu caminho, com a certeza que nos voltaremos a cruzar.
O bom disto é que 'recordar é viver' :)