terça-feira, 13 de novembro de 2007

Este Shakespeare era um senhor!

“Depois de algum tempo aprendes a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. Aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. Começas a aprender que beijos não são contratos, que presentes não são promessas. Começas a aceitar as tuas derrotas de cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. Aprendes a construir todas as tuas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair a meio do voo.
Depois de algum tempo, aprendes que o sol queima se ficares exposto muito tempo.
Aprendes que não importa o quanto te importes... algumas pessoas simplesmente não se importam! E aceitas que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai ferir-te de vez em quando e tu precisas perdoá-la por isso.
Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que levas anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que podes fazer coisas em um instante das quais te arrependerás para resto da vida.
Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que tu tens na vida, mas quem tu tens na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendes que não temos que mudar os amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebes que o teu melhor amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobres que as pessoas com que te importas na vida são levadas de ti muito cedo, por isso devemos deixar sempre as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vemos. Aprendes que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que podes ser.
Descobres que se leva muito tempo para nos tornarmos na pessoa que se quer, e que o tempo é curto. Aprendes que não importa onde chegaste, mas para onde estás a ir, mas se não souberes para onde estás a ir, qualquer caminho serve.
Aprendes que, ou controlas os teus actos ou eles controlar-te-ão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprendes que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprendes que paciência requer muita prática. Descobres que, por vezes, a pessoa que esperavas te chutasse quando cais, é uma das poucas que te ajudam a levantar.
Aprendes que a maturidade tem mais a ver com os tipos de experiências que tiveste e o que aprendeste com elas, e não com quantos aniversários celebraste.
Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que pensavas. Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são tolices, porque poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Descobres que só porque alguém não te ama da maneira que queres que ame, não significa que esse alguém não te ama com tudo que pode, porque existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, serás em algum momento condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não para para que o consertes.
Por isso, planta teu jardim e decora tua alma, em vez de esperar que alguém te traga flores. E assim aprendes que realmente podes suportar… que realmente és forte, e que podes ir muito mais longes depois de teres pensado que não podias mais, que realmente a vida tem valor e que tu tens valor diante da vida. Aprendes que as nossas dúvidas são traidoras, e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."

2 comentários:

Rafa disse...

Até "doi" só der ler. Tudo muito bonito, é verdade. O complicado é passar as palavras para o nosso "livro" do dia a dia. Sem tentar, ninguém sabe. E a nossa vida não passa de uma tentativa constante. Há coisas do caralho...

*

igor marques disse...

a verdade não é bonita; é assim que a reconhecemos.

nês, a senhora, és tu!

quero lá saber se foi o william que escreveu isso há não sei quantos anos... tu é que me deste esse texto a conhecer, logo tu é que és fantástica! :)

beijos